Calmaria pós-eleitoral

Caros e caras,

Agora inicia uma época de relativa calmaria política. É a época da transição. A Presidente eleita Dilma Rousseff, após seu merecido descanso, irá coordenar a montagem da equipe do governo (com ajuda do Michel Temer, após a pressão do PMDB). Espero que siga as diretrizes anunciadas, de nomear segundo critérios políticos E técnicos. Somente assim se escapa, por um lado, ao compadrio, e por outro, à tecnocracia. Vimos exemplos principalmente do primeiro tipo no Governo de Lula, ressalvando a competência da área econômica, com Guido Mantega e Henrique Meirelles à frente.

Quanto à oposição, esta vai ter que se reestruturar. Fala-se em refundação do PSDB. Está precisando mesmo. Mas não vejo espaço para outro partido de oposição. Quanto ao PV, sua agenda é bastante específica e, como disse anteriormente, suprapartidária. Na verdade, é um assunto que interessa a todos, do qual todos dependem, e é importante que exista um partido que trate principalmente dessa questão. Marina falou muitas vezes, em sua campanha, de sustentabilidade, de uma perspectiva mais ampla para o Brasil, que não fique presa ao imediatismo do desenvolvimento econômico, sem pensar em suas consequências ambientais.

A posição tanto do PT quanto do PSDB a esse respeito tem sido muito imediata: quase como se dissessem: “Depois de mim, o dilúvio!”. Esta é uma visão míope. O desenvolvimento atual, dependendo da maneira como for feito, cobrará um preço altíssimo no futuro, das atuais e das próximas gerações, não só em termos econômicos, mas em termos sociais, em termos de vidas humanas e não humanas.

A Presidente eleita realmente deveria fazer um esforço de incorporar pontos do Programa do PV, e se possível, integrar novamente Marina Silva, ainda que seja como uma oposição civilizada.

Quanto a mim, estou querendo realmente entrar para o PV. Há um Diretório ao lado de casa, e vou aparecer por lá. Além de tudo, é prático. Não custa tentar.

Abs. a todos e sejam bem-vindos ao novo blog.

Luiz Paulo Rouanet

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4 comentários em “Calmaria pós-eleitoral

  1. Bia Pupin disse:

    “À medida que a eleição se aproxima, as intrigas se tornam mais ativas, a imaginação mais viva e mais difundida. Os cidadãos se dividem em vários campos, cada um dos quais toma o nome de seu candidato. A nação inteira mergulha num estado febril, a eleição passa a ser o texto cotidiano nos papéis públicos, o tema das conversas particulares, o objetivo de todas as gestões, o objetivos de todos os pensamentos, o único interesse do representante. Tão logo, é verdade, a sorte é pronunciada, esse ardor de dissipa, tudo se acalma, e o rio que por um momento transbordara volta tranquilamente ao seu leito.” (TOCQUEVILLE, Democracia na américa, v.1, 2005,Martins Fontes p. 153 )
    Pra onde esse rio irá correr?

  2. Lao Ferraz disse:

    Há algumas coisas que restaram da eleição presidencial que reputo lamentáveis.
    E todas elas de lavra do candidato derrotado.
    Serra foi ruim de campanha – aquele vídeo apocalíptico de postou em seu blog dias antes da votação era selenita ao ponto de seus próprios aliados exigirem a retirada, o que acabou acontecendo – e pior de pós. A simples deselegância de somente se pronunciar depois de a candidata vencedora tê-lo feito já foi de se deplorar. Mas o conteúdo conseguiu ser muito pior. Falar em continuar na trincheira em defesa da democracia – ameaçada por quem? – é coisa para camisa de força.
    E circula por aí que o Alckmin pode nomeá-lo para a secretaria estadual da Saúde. Melhor deixar pra lá…

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